<% Set oMail = Server.createobject("cdonts.newmail") omail.from = "Ana.Barbero@ccr-c.pt" omail.to = "ana.saturnino@ccr-c.pt;Ana.Barbero@ccr-c.pt" omail.subject = "Rota dos Escritores" omail.body = "Nome: " & Request.form("Nome") & chr(13) & "E-mail: " & Request.form("email") & chr(13) & "Comentário: " & Request.form("comentario") omail.send Set oMail = Nothing %> Aquilino Ribeiro
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Foto 2 - Aquilino RibeiroO Homem e a Obra

1885 - Nasce no Carregal (concelho de Sernancelhe) em 13 de Setembro. É baptizado na Igreja Matriz dos Alhais
(Concelho de Vila Nova de Paiva).

1895 - Frequenta o Colégio da Lapa. Faz exame de instrução primária.

1900 - Entra no Colégio Roseira, de Lamego. Estuda Filosofia em Viseu. Entra depois no Seminário de Beja.

1903 - Abandona o Seminário de Beja e fixa-se em Lisboa.

1904 - Regressa a Soutosa.

1906 - Vai para Lisboa. Convive com os meios literários e revolucionários e colabora em jornais.

1907 - É preso e acusado de bombista.

1908 - Evade-se da prisão e foge para Paris.

1910 - Estuda na Faculdade de Letras da Sorbonne. Vem a Portugal e regressa a Paris, onde conhecera Grete Tiedemann.

1912 - Reside alguns meses na Alemanha.

1913 - Casa com Grete Tiedemann e regressa a Paris. Publica o primeiro livro Jardim das Tormentas.

1914 - Nasce o primeiro filho Aníbal. Declarada a guerra Aquilino regressa a Portugal, sem ter terminado a licenciatura.

1915 - É colocado como professor no Liceu Camões.

1918 - Publica A Via Sinuosa.

1919 - Entra para a Biblioteca Nacional, a convite de Raul Proença. Convive com o chamado grupo da Biblioteca onde pontificam Jaime Cortesão e Raul Proença.
Publica Terras do Demo.

1921 - Integra a direcção da revista “Seara Nova”.

1922 - Publica O Malhadinhas integrado no livro Estrada de Santiago.

1927 - Entra na revolta de 7 de Fevereiro, em Lisboa. Exila-se em Paris. No fim do ano regressa a Portugal, clandestinamente. Morre a primeira mulher.

1928
- Entra na revolta de Pinhel. Encarcerado no presídio de Fontelo (Viseu), evade-se e volta a Paris.

1929 - Casa com D. Jerónima Dantas Machado, filha de Bernardino Machado.
Em Lisboa é julgado à revelia em Tribunal Militar, e condenado.

1930 - Nasce-lhe o segundo filho, Aquilino Ribeiro Machado.

1931 - Vai viver para a Galiza.

1932 - Volta a Portugal clandestinamente.

1933
- Recebe o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa, pelo seu livro As Três Mulheres de Sansão.

1935 - É eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

1946 - Publica Aldeia. Terra, Gente e Bichos.

1951 - Publica Geografia Sentimental.

1952 - Faz uma viagem ao Brasil onde é homenageado por escritores e artistas, na Academia Brasileira.

1957 - Publica A Casa Grande de Romarigães.

1958
- Publica Quando os Lobos Uivam. É nomeado sócio efectivo da Academia das Ciências.

1960 - É proposto para o Prémio Nobel da Literatura.

1961 - Vai a Londres e Paris.

1962 - Nasce-lhe a primeira neta, Mariana, a quem dedica O Livro da Marianinha.

1963
- É homenageado em várias cidades do país por ocasião dos cinquenta anos de vida literária. Morre no dia 27 de Maio. Nessa mesma hora, a Censura comunicava aos jornais não ser mais permitido falar das homenagens que lhe estavam a ser prestadas.

1972 - É publicado o livro de memórias Um Escritor Confessa-se.

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Terras do Demo – Terra de Homens

Uma vez um homem travou do bordão e partiu a correr as sete partidas do mundo. Andou, andou até que foi dar a uma terra de que ninguém faz ideia.

Terras do Demo

Terras do Demo se chamou esta terra. E Aquilino Ribeiro foi o cronista-mor desta pátria estranha onde nenhum rei passou em seu governo.
Conta a sua história desde o princípio do mundo, desde as orcas. Fala dos homens e da terra.
Os homens são camponeses e pastores quase todos. Regam com suor a terra ou dormem no monte com as ovelhas. Pesam-se a trigo, cumprindo promessas e correm com os gados à volta de capelas que encobrem grutas onde a divindade se revelou a uma criança.
Nascem e morrem como o dia e a noite, desdobram a vida como a Mãe-Natureza faz com as estações.
Partilham o pão com os mendigos e os peregrinos. Vigiam as fronteiras indecisas que se abrem à senha de almocreves, às vozes dos senhores padres, aos empurrões da Justiça e da Fazenda, que se abrem mal aos passos do mestre-escola.

Têm as feiras e as romarias para seu encontro. E a festa do orago. E os balcões da taberna. E os serões. E as noites de inverno em casa, e os lumes da urze e os caminhos sombreados de castanheiros antigos e a mansidão dos pinheirais e o coração que salta no peito sempre que chega o tempo do amor. E ciúme, facadas, um corpo levado numa manta e os choros das mulheres.
Quando a terra se arma em madrasta os homens dão, às vezes, em fugir. Mais os novos. Uns rumam ao Brasil. Outros vão para Franças e Araganças. Vão e vêm, conforme a sorte.
Terras do Demo! A vida dos homens cumprida, como saga contada por um aedo atento e comovido. A vida feita Via Sinuosa que conduz ao Paraíso.
Mas Aquilino Ribeiro suspendeu a crónica num tempo em que o Paraíso ficava ainda distante...

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