<% Set oMail = Server.createobject("cdonts.newmail") omail.from = "Ana.Barbero@ccr-c.pt" omail.to = "ana.saturnino@ccr-c.pt;Ana.Barbero@ccr-c.pt" omail.subject = "Rota dos Escritores" omail.body = "Nome: " & Request.form("Nome") & chr(13) & "E-mail: " & Request.form("email") & chr(13) & "Comentário: " & Request.form("comentario") omail.send Set oMail = Nothing %> Carlos Oliveira
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Foto 2 - C.Oliveira
Apontamentos Bio-bibliográficos

Nascido a 10 de Agosto de 1921 em Belém do Pará – Brasil, Carlos de Oliveira cedo vem viver, passados dois anos, primeiro para a Camarneira e depois para a vila de Febres, onde seu pai exerce medicina. A infância, passa-a nos terrenos pantanosos e arenosos da Região da Gândara.
Frequenta durante dois anos o ensino secundário em Cantanhede e em 1933 passa a sua residência para Coimbra, cidade onde permanece durante 15 anos, a fim de concluir os estudos liceais e universitários. Ingressa na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1941, onde estabelece amizade, convívio intelectual e solidariedade ideológica e política com outros jovens, entre os quais Joaquim Namorado, João Cochofel, Fernando Namora.

Em 1942 publica o seu primeiro livro de poemas Turismo, com ilustrações de Fernando Namora, integrado na colecção “Novo Cancioneiro” e em 1943 publica o seu primeiro romance, Casa na Duna, na colecção “Novos Prosadores”.

Em 1944, publica o romance Alcateia, também na colecção “Novos Prosadores”, obra que será apreendida. Neste mesmo ano, publica a 2ª edição de Casa na Duna.

Em 1945 publica um novo livro de poesias, Mãe Pobre e apresenta uma nova edição de Alcateia.
Os anos 1945 e seguintes serão, para Carlos de Oliveira, bem profícuos quanto à integração e afirmação no grupo que veicula e auspera por um “novo humanismo”, com a participação nas revistas Seara Nova e Vértice e a colaboração no livro de Fernando Lopes-Graça Marchas, Danças e Canções – colectânea de poesias de vários poetas, musicadas por aquele, canções que vieram a ser conhecidas por “heróicas”.

1947 é o ano da conclusão da sua licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, e no ano seguinte instala-se definitivamente em Lisboa, não deixando, contudo, de se deslocar periodicamente a Coimbra e à Gândara.

Em 1949 casa com Ângela, jovem madeirense que conhecera na Faculdade, que será sua companheira e colaboradora permanente.

Em 1953 publica Uma Abelha na Chuva, o seu quarto romance e, talvez, o mais conhecido.

Em 1957 organiza, com José Gomes Ferreira, os dois volumes de Contos Tradicionais Portugueses, em que aborda o imaginário popular.

Em 1968 publica dois novos livros de poesia, Sobre o Lado esquerdo e Micropaisagem e colabora com Fernando Lopes no filme, por este realizado e terminado em 1971, Uma Abelha na Chuva, tendo por base a obra homónima.

Publica em 1971 O Aprendiz de Feiticeiro, colectânea de crónicas e artigos, e Entre Duas Memórias, livro de poemas, pelo qual lhe é atribuído no ano seguinte o Prémio de Imprensa.

Em 1976 reúne toda a sua poesia em Trabalho Poético, dois volumes, apresentando os livros anteriores, revistos, e os poemas inéditos de Pastoral, livro que será publicado autonomamente no ano seguinte.

Publica em 1978 o seu último romance Finisterra, paisagem povoada de inspiração gandaresa, obra que lhe proporciona a atribuição do Prémio Cidade de Lisboa, no ano seguinte.
Morre na sua casa em Lisboa a 1 de Julho de 1981, com 60 anos incompletos.

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Retrospectiva

“Gândara Povoada” representa uma proposta de visita a algumas das mais significativas referências patrimo-niais gandaresas inscritas na obra de Carlos de Oliveira, remetendo para os espaços, as atmosferas e as vivências que constituíram os motivos inspiradores do seu distintivo universo literário.
O que se pretende é prestar um merecido tributo a um dos mais importantes escritores portugueses da última metade do século XX, partindo do reconhecimento de que a sua narrativa poética e ficcional possui uma dimensão estética e um valor comunicativo que contribui decisivamente para projectar a essência da identidade sociocultural da região da Gândara.
Conjugando excertos literários de Carlos de Oliveira com imagens ilustrativas da realidade gandaresa dos anos 50, a exposição surge como um convite à descoberta de um território onde persistem os traços domi-nantes de uma comunidade que respeita as suas raízes e atribui ao passado um valor simbólico necessário à construção do futuro.
Da leitura da obra de Carlos de Oliveira é possível entender que a Gândara representa também um conceito, uma ideia estruturada em torno de um certo imaginário colectivo que emerge da paisagem povoada entre as nuances cromáticas dos milheirais, dos vinhedos e da floresta, até chegar ao mar.
Dessa última fronteira gandaresa sobressai o odor intenso a maresia nas praias de areal macio que se escon-dem atrás das dunas que protegem as terras de cultivo, sempre mais generosas no interior que no litoral da região.
Reportando à vida que, num tempo não muito longínquo, se desenrolava nesses cenários, o universo lite-rário de Carlos de Oliveira permite revisitar a Gândara profunda e compreender o modo como evoluíram as antigas formas de organização social em aspectos como a família, o trabalho ou as tradições populares.

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